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Segunda-feira, Janeiro 5

Direitos Humanos

D. Manuel Silva Martins considera que o código de trabalho desrespeita os Direitos Humanos. Numa entrevista concedida ao programa de rádio Caminho de Emaús, o Bispo emérito de Setúbal defende que "muito do que é fundamental nos direitos do homem está a ser esquecido". D. Manuel Silva Martins especifica: "refiro-me só no que diz respeito ao trabalho. E, se quiser, ainda afunilo mais e digo, no que diz respeito, ao código de trabalho".

texto completo na Agencia Ecclesia

Quinta-feira, Janeiro 1

Ano novo, vida nova?

Vivo sempre um sentimento estranho na passagem de ano.
Fazemos uma grande festa ao passar do dia 31 para o dia 1.
Acho que acaba por ser uma forma de celebrar o facto de estarmos vivos. E com isso concordo!
Mas devíamos fazê-lo todos os dias!
No dia 30, estive na Praça do Comércio. No centro, palco montado com música a altos berros. Tudo preparado para a festa de dia 31.
Nas arcadas, uma dezena de sem-abrigo aquecia-se com os seus cobertores. Um jovem dizia, com tranquilidade, como quem fala de outra pessoa: "Os meus pais nunca me quiseram. Não é agora que me vão querer".
Ao chegar ao quentinho da minha casa, pensei nos homens e mulheres que deixara para trás, nas ruas em que ficam todos os dias, ao frio, sem ninguém que lhes diga: "Amo-te!" ou "Deixei-te um cházinho quentinho!".

Quinta-feira, Dezembro 25

Festejar o Natal é celebrar esta realidade estranha e quase absurda do nosso Deus se fazer um de nós e nos convidar a fazer o mesmo caminho. Absurda, porque o nosso desejo é precisamente o oposto, querermos ser como deuses. [ ... ]

José Eduardo Lima
esse jota.net

Quinta-feira, Dezembro 18

Ver alguém como Maria, a quem o egoísmo e a auto-suficiência não dominam, só pode ser para os homens e mulheres normais causa de alegria e fonte de esperança, até porque nos estimula a ser um pouco mais parecidos com ela.

José Manuel dos Santos Ferreira

texto completo "O Povo"

Sábado, Dezembro 13

Tempo para o essencial

passamos a vida à espera de ter tempo...
e o pior é que o tempo que esperamos, é tempo para o essencial...

sim,
tempo para repensar a vida ou para rezar;
tempo para responder às cartas ou para visitar um doente;
tempo para dialogar problemas ou para ouvir os outros;
tempo para descansar ou programar calmamente o futuro...

Passamos a vida à espera de ter tempo,
ou, então, a trabalhar afadigadamente para depois ter tempo.

Mas tanto nos viciamos nesta lufa-lufa
que das duas uma:
ou caímos de cansados
ou quando esse tempo vem
já não sabemos senão esgotá-lo na rotina que criámos.

o tempo não é inesgotável
e foi-nos dado para o essencial.
Importa começar por abrir nele,
no tempo que hoje nos é dado,
clareiras destinadas ao essencial
porque o resto é que pode esperar.

se colocamos esse essencial
no horizonte longínquo dos nossos ideais,
corremos o risco dramático de não o chegar a viver
e a nossa existência seria uma oportunidade perdida...

Carlos Pais

Segunda-feira, Dezembro 8

mãe é mãe...

Sexta-feira, Dezembro 5

Voluntariado!

Cerca de um milhão e meio de portugueses dedica parte do seu tempo na prática do voluntariado. Este número “não me surpreende”, até porque há o voluntariado de proximidade “que não é possível quantificar visto que está no anonimato” – disse à Agência ECCLESIA Eugénio da Fonseca, presidente da Comissão Instaladora da Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV).

Este responsável acrescenta que "em termos de acção benévola das pessoas, o número é superior”.

Apesar deste número num universo de 10 milhões de portugueses, Eugénio da Fonseca apela à “criação de condições para que mais portugueses sintam o dever que têm neste capítulo”.

A cidadania passa pela consciência de participação na vida pública nas mais variadas áreas de intervenção. “Só pelo trabalho remunerado ou pela intervenção do Estado não se consegue chegar ao âmago dessas acções” – frisou o presidente da CPV.

Segundo um estudo realizado, recentemente, pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) o trabalho destes voluntários activos valeria 675 milhões de Euros por ano. “É bom olhar para este número, não para cairmos numa visão economicista do voluntariado, mas para percebermos o modelo que deve vigorar”. E adianta Eugénio da Fonseca: “A economia solidária ou economia social tem um valor muito importante”.

O cuidado pela formação é uma das grandes prioridades dos promotores do voluntariado. “Não basta querer ser voluntário, é preciso criar condições para o exercício eficaz da acção” – realça Eugénio da Fonseca. É essencial a qualificação dos voluntários e das organizações que os integram.

Por outro lado, “compete ao Estado dar condições aos voluntários para que ele possa exercer a sua missão”.

Portugal deve preservar a dimensão de que ser voluntário “é estar ao serviço de forma gratuita” porque começam “a aparecer formas de ser voluntário com gratificações pelo exercício”. E completa: “são cooperantes, mas não são voluntários”.